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Reino Unido - Escócia - Castelo de Balmoral



O Castelo de Balmoral, conhecido como Royal Deeside, localiza-se na área de Aberdeenshire, na Escócia.

A propriedade, uma grande residência rural, foi adquirida pelo Príncipe Alberto, marido da Rainha Victoria, e funciona actualmente como residência de Verão da Família Real Britânica.

A herdade de Balmoral tem passado ao longo das gerações e gradualmente expandida para mais de 260 quilômetros quadrados (65.000 acres). Actualmente é uma propriedade em funcionamento, empregando 50 funcionários a tempo inteiro e 50 a 100 em part-time.

O castelo começou a ser construído para Sir William Drummond em 1390. A propriedade havia pertencido ao rei Roberto II da Escócia (1371-1390), que mantinha um pavilhão de caça na região.

Posteriormente, a propriedade foi vendida a Alexander Gordon, o 3° Conde de Huntly, no século XV.
Balmoral permaneceu nas mãos da família Gordon até 1662, quando o clã dos Farquharson a adquiriu. À nova família foi concedido o título de conde de Balmoral.
Em 1798, o 2° conde de Fife adquiriu o castelo.
A propriedade serviu como palco para a coroação do rei Jorge IV do Reino Unido, em 1822.

Balmoral é hoje melhor conhecida como residência real, um refúgio de Verão da Rainha Isabel II e do seu marido, o Duque de Edimburgo.

A história do Castelo de Balmoral como residência real remonta a 1848, quando a Rainha Vitória e o Príncipe Alberto o arrendaram o castelo aos depositários de Sir Robert Gordon (que havia obtido um arrendamento de longo termo do castelo em 1830 e morreu em 1847). O casal Real gostou muito da sua estadia na casa e pagou mais de 30.000 libras pela sua posse total em 1852. O príncipe começou imediatamente a fazer planos com William Smithpara para aumentar o existente castelo quinhentista e fazer um "novo" e maior castelo para a Família Real.

Em 1856, a construção estava concluída. Nos valores actuais, o castelo, sem incluir a propriedade em que que se insere, tem um valor de 160 milhões de libras. Juntamente com Sandringham House, Balmoral é uma propriedade privada e não parte da "royal estate". Este tornou-se centro de um caso quando, em 1936, Eduardo VIII abdicou como rei mas não abandomou automaticamente a propriedade privada que havia herdado. Jorge VI teve que comprar explicitamente Balmoral e Sandringham ao seu irmão mais velho para que permanecessem refúgios privados para o monarca.

Actualmente a Propriedade de Balmoral mantem-se em funcionamento, ocupando mais de 200 km² de terra. A Família Real emprega cerca de 50 funcionários a tempo inteiro e outros 50 a 100 em tempo parcial para cuidar dos jardins, do castelo e dos animais da propriedade. O pessoal em part-time é usado essencialmente quando a Rainha faz a sua visita anual.

Tem havido alguma especulação sobre a possibilidade de o Castelo de Balmoral Castle ter sido assinalado como um refúgio Real na eventualidade de uma guerra nuclear. Na década de 1960 os planos de guerra visavam, aparentemente, evacuar o soberano para o Iate Real Britannia, mas isso não seria prático e seria desejável um refúgio terrestre. Pode parecer que, contrariamente ao rumor persistente, não existiram planos para juntar o soberano com o Primeiro-ministro no complexo de bunkers de Corsham, conhecido variadamente como Hawthorn, Subterfúgio, Sitio 3, Burlington ou Turnstile. O Palácio de Buckingham e o Castelo de Windsor seriam ambos muito vulneráveis, o primeiro por se encontrar situado no coração de Londres — um alvo principal por direito próprio — e Windsor devido à sua proximidade com o Aeroporto de Heathrow.

A Rainha encontrava-se em Balmoral em 1997, quando recebeu a notícia de que sua ex-nora, a Princesa Diana, havia falecido em Paris, França, após sofrer um trágico acidente de carro. A sua decisão de não voltar para Londres, para falar publicamente sobre a perda da Princesa do Povo, foi muito criticada na época, rendendo discussões entre ela e o primeiro-ministro Tony Blair. Tais momentos serviram de tema para o filme The Queen, de 2006.


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